Em julho de 2025, a Samsung movimentou o mercado durante o evento Galaxy Unpacked, realizado em Nova York. O grande destaque da apresentação ficou por conta dos novos smartwatches da marca: o Galaxy Watch 8 e sua versão mais sofisticada, o Watch 8 Classic. A escolha entre os dois vai muito além do gosto pessoal, envolvendo diferenças cruciais em design, capacidade e preço. Todo esse cenário de lançamentos, no entanto, divide espaço com um momento delicado para o ecossistema de relógios da gigante sul-coreana, que atualmente enfrenta problemas graves de software.
Design e Conforto
A estética é o primeiro ponto de divergência entre os novos aparelhos. O Galaxy Watch 8 aposta em uma pegada bem moderna e esportiva. Ele chega ao mercado 11% mais fino que a geração anterior, trazendo um formato almofadado e as novas pulseiras Dynamic, focadas em oferecer extremo conforto no uso diário. Quem optar por esse modelo terá à disposição as cores prata e grafite. Já o Galaxy Watch 8 Classic segue uma rota tradicional, agradando os fãs do design clássico de relógios de pulso. O grande chamariz dessa versão, que pode ser comprada em preto ou branco, é o aguardado retorno da coroa giratória física.
Tela e Desempenho
Quando olhamos para a tela, a fabricante nivelou o jogo por cima. Ambos entregam painéis Super AMOLED capazes de atingir um brilho impressionante de até 3.000 nits. Na prática, isso se traduz em um menor consumo de energia e uma visibilidade excelente sob a luz direta do sol. Eles também contam com vidro de cristal de safira, garantindo resistência extra contra arranhões durante atividades ao ar livre.
Debaixo do capô, os relógios andam juntos na maior parte do tempo. O coração dos dispositivos é o processador Exynos W1000, projetado para oferecer alta eficiência energética e dar suporte às tarefas envolvendo Inteligência Artificial (IA). Eles dividem os mesmos 2 GB de memória RAM, mas o cenário muda no armazenamento interno. Enquanto o Watch 8 padrão oferece 32 GB para guardar aplicativos e músicas, o modelo Classic dobra essa capacidade para 64 GB.
Bateria e Conectividade
A autonomia de energia do Watch 8 muda de acordo com o tamanho da caixa escolhida. A versão mais compacta, de 40 mm, traz uma bateria de 325 mAh. A variante de 44 mm, por sua vez, sobe esse número para 435 mAh. Segundo os dados oficiais, essas capacidades são suficientes para manter os aparelhos longe da tomada por até 30 horas com o modo Always On Display ativado.
A compatibilidade é padronizada para toda a nova linha, exigindo smartphones da família Galaxy rodando o Android 12 ou superior. Os consumidores podem escolher entre versões apenas com Bluetooth, que permitem o uso independente em redes conhecidas, ou investir nos modelos LTE. A conexão móvel dá total liberdade ao usuário para fazer chamadas, enviar mensagens e tocar músicas por streaming sem precisar levar o celular no bolso.
Os Preços no Mercado Internacional
O bolso também sente a diferença na hora da decisão. No mercado norte-americano, o Galaxy Watch 8 tem preço inicial de US$ 349 (cerca de R$ 1.941 na conversão direta) para a versão de 40 mm, subindo para US$ 379 (R$ 2.107) no modelo de 44 mm. Posicionado como um produto premium, o Watch 8 Classic chega às prateleiras dos Estados Unidos por US$ 499 (aproximadamente R$ 2.775).
A Dor de Cabeça com as Atualizações Recentes
Apesar das especificações robustas e das promessas de longa autonomia nos novos modelos, a experiência de quem já utiliza a linha Galaxy Watch anda bastante frustrante. Diversos usuários estão relatando uma queda drástica na duração da bateria após a instalação de updates recentes de sistema. Aquilo que costuma ser enviado para adicionar recursos e corrigir bugs acabou se tornando um problema generalizado.
O defeito não é um caso isolado de um único aparelho, atingindo diferentes gerações da marca. Fóruns online, como a comunidade r/GalaxyWatch no Reddit, estão repletos de reclamações. O dono de um Galaxy Watch 7, por exemplo, viu a bateria do seu relógio despencar logo após a atualização do mês passado. Ele até conseguiu contornar a situação reiniciando o dispositivo, mas a falha voltou a assombrar o aparelho na semana seguinte.
O cenário é ainda mais assustador para quem usa o Galaxy Watch 5 Pro. Um usuário relatou que o relógio aguentava facilmente mais de um dia inteiro longe da tomada antes do update. Agora, a carga é drenada completamente em um intervalo pífio de quatro a cinco horas. O problema também afeta quem possui os equipamentos mais caros da marca. Um consumidor que tem um Watch 6, um Watch 7 Classic e o recém-lançado Watch Ultra 2025 afirmou que o erro de bateria se manifestou em todos eles. O modelo Ultra costumava durar cerca de quatro dias sem a tela sempre ativa, mas hoje mal consegue sobreviver a dois dias de uso.
Lentidão e o Silêncio da Empresa
A bateria vazando rapidamente não é a única dor de cabeça dos clientes. Há queixas consistentes sobre travamentos e perda de desempenho. Donos do Galaxy Watch 6 notaram atrasos de vários segundos na exibição de notificações ao levantar o pulso. Em situações mais bizarras, o relógio continua vibrando e tocando freneticamente mesmo depois que o usuário já atendeu a chamada telefônica pelo celular.
Até o momento atual, a Samsung não se pronunciou oficialmente sobre os relatos e não confirmou quando uma correção definitiva será liberada para o público. A recomendação improvisada de reiniciar o relógio tem ajudado algumas pessoas, mas está longe de ser uma solução eficaz para a maioria dos usuários que lidam diariamente com os travamentos.