A Apple decidiu colocar as cartas na mesa durante a keynote da WWDC26 e o resultado foi o iOS 27. Para a surpresa de muita gente que acompanha o ecossistema da maçã, a empresa não deixou os usuários de aparelhos mais antigos para trás. O novo sistema operacional vai rodar em qualquer iPhone compatível com o iOS 26, abraçando desde os guerreiros da linha iPhone 11 até a família do iPhone 17 e o iPhone Air. Obviamente, os aguardados lançamentos de setembro, que devem incluir o iPhone 18 Pro, iPhone 18 Pro Max e o primeiro dobrável da marca, apelidado de iPhone Ultra, já virão com ele de fábrica.
A grande sacada, no entanto, é que atualizar o sistema não garante acesso a todas as novidades. Aparelhos mais antigos vão ficar de fora do Apple Intelligence e não receberão a nova Siri AI. Mesmo assim, o iOS 27 traz ajustes bem interessantes, como novas camadas pesadas de controles parentais e um controle de volume independente só para alarmes — o que é ótimo, já que você pode zerar o som das notificações de fundo sem o risco de perder a hora de acordar no dia seguinte.
Mas o que realmente faz essa nova geração da Siri e da Apple Intelligence funcionar? Tudo esbarra na terceira geração dos Apple Foundation Models (AFM). Desta vez, a Apple fragmentou sua infraestrutura de IA em cinco modelos diferentes, equilibrando o que roda localmente e o que exige poder da nuvem. O AFM 3 Core e o AFM 3 Code Advanced operam diretamente no hardware do dispositivo. Já as tarefas mais pesadas ficam a cargo do AFM Cloud, do modelo de difusão de imagem ADM 3 Cloud (Image) e do colossal AFM 3 Cloud Pro.
Se a gente puxar pela memória até 2024, a Apple falava grosso sobre modelos de linguagem on-device com 3 bilhões de parâmetros e servidores baseados inteiramente no Apple Silicon, viabilizados pela arquitetura do Private Cloud Compute. A ideia era processar IA na nuvem sem que o usuário abrisse mão da privacidade do processamento local, mantendo tudo dentro de casa. Só que, na prática, alavancar essas ambições de inteligência artificial de forma isolada foi complicado. A solução foi flexibilizar o discurso e fechar uma parceria de peso com o Google. Hoje, enquanto quase todos os modelos continuam rodando em chips da própria Apple, o AFM 3 Cloud Pro foge à regra: ele opera a partir de GPUs da NVIDIA hospedadas dentro do Google Cloud. É a primeira vez que a infraestrutura ultrassegura da Apple se estende para data centers de terceiros, mas a empresa garante que as proteções de segurança seguem intactas.
Para quem está ansioso com todo esse ecossistema técnico, a espera de certa forma já acabou. O primeiro beta do iOS 27 para desenvolvedores foi liberado no próprio dia 8 de junho. Como já era de se esperar de uma atualização robusta de IA, o download é gigantesco, batendo os 20 GB em alguns casos. Instalar em um aparelho secundário é a regra de ouro para evitar dores de cabeça com bugs inesperados, embora a Apple, de forma curiosa, esteja incentivando que o dispositivo de teste contenha seus dados pessoais. Eles querem que as funcionalidades que dependem de contexto vejam o uso real para brilhar de verdade.
A nova Siri AI, no entanto, exige um pouco mais de paciência. O acesso a ela só acontece por meio de uma lista de espera acessível nos ajustes do sistema. Uma vez inscrito, o usuário precisa aguardar uma notificação de liberação.
Quem prefere evitar as instabilidades do beta de desenvolvedores terá que aguardar até julho de 2026, quando o beta público deve dar as caras. O cronograma segue o ritmo natural de desenvolvimento da Apple e deságua no Release Candidate no começo de setembro, possivelmente no dia 9, caso a empresa mantenha a tradição de suas keynotes nas quartas-feiras. Confirmando-se esse calendário, o público geral poderá finalmente fazer o download da versão final do iOS 27 na segunda-feira seguinte, 14 de setembro de 2026.