Quem busca um smartphone hoje em dia geralmente se depara com duas necessidades bem distintas na hora da compra. Uma parcela dos usuários precisa de espaço de sobra para dar conta de uma rotina intensa, enquanto outro grupo prefere carregar no bolso um aparelho com design inovador e cada vez mais leve. A Motorola percebeu claramente essas demandas. De um lado, a fabricante consolidou um catálogo robusto para quem não abre mão de 256 GB de memória. Do outro, decidiu arriscar em um nicho de formato recém-ressuscitado por suas principais concorrentes.
As melhores opções para quem precisa de muito espaço
Ter 256 GB de armazenamento deixou de ser um luxo e virou uma especificação básica para quem produz muito conteúdo. Guardar fotos em alta resolução, vídeos pesados e dezenas de aplicativos exige um hardware que acompanhe esse ritmo sem engasgos. Para o consumidor com esse perfil mais exigente, existem opções variadas no mercado que equilibram perfeitamente desempenho, orçamento e preferências pessoais de estilo.
O grande campeão do custo-benefício atual nesse segmento é o Moto G84. Custando em torno de R$ 1.499, ele entrega uma tela POLED de 6,55 polegadas com resolução Full HD+, criando um ambiente perfeito para consumir vídeos e jogos com cores extremamente vivas. O conjunto fotográfico é muito competente, trazendo uma câmera dupla traseira de 50 MP e 8 MP, além da frontal de 16 MP para capturar selfies bem precisas. Seu interior esconde um processador Snapdragon 695 aliado a 8 GB de RAM, uma combinação que garante toques rápidos e navegação suave. A bateria de 5.000 mAh dá conta do dia a dia tranquilamente, apoiada por um carregador rápido de 33W. Só é preciso ficar atento a dois detalhes: a disponibilidade da tecnologia NFC varia conforme a região de fabricação, e a câmera traseira é limitada a gravações em Full HD, sem suporte para 4K.
Se a ideia é unir potência com um visual mais sofisticado, o Motorola Razr 40 Ultra entra em cena por cerca de R$ 4.499,10. Esse aparelho dobrável foca em um estilo único sem sacrificar o desempenho. Ele apresenta duas telas: uma externa de 3,63 polegadas e uma interna generosa de 6,9 polegadas, ambas com resolução Full HD+ entregando imagens nítidas. As fotografias ficam a cargo de uma versátil câmera principal dupla de 12 MP e 13 MP, enquanto a frontal de 32 MP garante a alta qualidade dos autorretratos. Equipado com o Snapdragon 8 Plus Gen 1 e 8 GB de RAM, o aparelho executa diversas tarefas pesadas sem perder agilidade. Curiosamente, ele não aceita cartão de memória, mas os 256 GB internos cumprem muito bem o papel de guardar toda a sua vida digital. A energia é fornecida por uma bateria de 3.800 mAh, o suficiente para mantê-lo conectado durante o dia inteiro.
Subindo mais um degrau em termos de performance, encontramos o Motorola Edge 30 Ultra 5G. Esse modelo simplesmente extrapola as expectativas em fotografia, ostentando um impressionante conjunto traseiro de 200 MP, 50 MP e 12 MP. A tela pOLED de 6,7 polegadas oferece uma imersão total e vibrante para o consumo de mídia. O desempenho é garantido pelo mesmo Snapdragon 8 Plus Gen 1, mas com opções que chegam até 12 GB de RAM, além dos 256 GB de espaço. Sustentando todo esse poder de fogo, há uma bateria de 4.610 mAh projetada para durar o dia todo de uso intenso.
A nova aposta no design: O surpreendente Motorola Edge 70
Enquanto os modelos focados em armazenamento miram o uso pesado tradicional, a marca também decidiu olhar atentamente para as tendências de formato físico. O ano passado foi bastante peculiar para a indústria mobile. Gigantes como Samsung e Apple tentaram reviver a febre dos celulares ultrafinos com o Galaxy S25 Edge e o iPhone Air. Nenhuma dessas apostas, porém, provou ser um sucesso estrondoso de vendas entre os consumidores. Mesmo assim, a Motorola quis testar essa mesma ideia de um jeito muito próprio, lançando o recém-chegado Motorola Edge 70.
Custando £700 no Reino Unido e €800 na Europa, ele traz atributos formidáveis e corrige falhas graves de seus concorrentes. A pegada do Edge 70 é fantástica. Ele não chega a ser tão fino quanto os rivais diretos, medindo 159.9 x 74 x 6 mm, mas chega muito perto e ainda ganha no peso, marcando apenas 159 gramas na balança. Para fins de comparação, o Galaxy S25 Edge e o iPhone Air medem 5.8 mm e 5.6 mm de espessura, respectivamente, mas pesam 163 e 165 gramas.
O maior trunfo da engenharia da Motorola aqui foi eliminar o famoso pânico da bateria, um problema crônico gerado por aparelhos super finos. Dentro desse chassi estreito de 6 mm, a empresa conseguiu espremer uma bateria de 4.800 mAh. Esse número deixa os 3.900 mAh do S25 Edge e os 3.149 mAh do iPhone Air muito para trás. Nos testes de laboratório, o Edge 70 alcançou quase 8 horas de autonomia estimada, rivalizando inclusive com aparelhos bem mais robustos, como o Galaxy S25 Ultra. O carregamento também impressiona pela agilidade, atingindo a marca de 80% em meia hora e completando a carga total em cerca de 40 minutos.
Evidentemente, um projeto de design tão agressivo exige algumas concessões técnicas. O Edge 70 não traz o cobiçado Snapdragon 8 Elite do seu rival da Samsung, tampouco o A19 Pro da Apple. Ele roda com um Snapdragon 7 Gen 4. É um chip intermediário muito capaz, e essa escolha cirúrgica provavelmente foi o grande segredo para atingir uma autonomia de bateria tão alta. O celular definitivamente não sofre com lentidão, mantendo-se fluido e responsivo para o uso de redes sociais e tarefas do dia a dia.
A fabricante tomou a decisão mais sensata ao priorizar a autonomia de uso no lugar do desempenho bruto irrestrito. Eles construíram o que talvez seja o melhor celular ultrafino da atualidade. Fica evidente, no entanto, que as limitações severas inerentes a esse formato ainda não podem ser totalmente evitadas pela tecnologia atual. Estamos olhando para um design incrível que provavelmente não terá um futuro tão longo no mercado de smartphones.